Encefalofone permite criar música pelo pensamento
Você sempre quis tocar um instrumento musical, mas nunca conseguiu aprender? Acha que não tem o dom? Um neuroinstrumento veio para resolver os seus problemas. Um grupo de neurocientistas da Universidade de Washington criou um instrumento musical que é tocado pelo cérebro.
A fusão de um eletroencefalograma e a música se transformou em um instrumento musical para ser tocado exclusivamente pelo pensamento, sem utilizar qualquer meio manual. Essa combinação atende por encefalofone, ele transforma notas musicais os sinais elétricos emitidos do cérebro de uma pessoa.
Sinais cerebrais geram notas musicais
O encefalofone coleta os sinais cerebrais através de um capacete com eletrodos e transforma alguns sinais específicos em notas musicais, ele se vincula a um sintetizador que permite ao usuário criar música usando uma grande variedade de sons.
Como funciona
O aparelho funciona a partir de um capacete, que após vestido recebe eletrodos e mede os sinais elétricos da mente seguindo o movimento de abrir e fechar os olhos e da mentalização de movimentos de partes do corpo, como tentar levantar o braço ou as pernas, mesmo em casos que o membro não se mova mais devido a problemas neurológicos ou deficiências físicas. Esses sinais se transformam em notas musicais, que são executadas por um sintetizador conectado a ela.
Expectativas
A expectativa é que esse neuroinstrumento ajude na reabilitação de pacientes com deficiência motora, portadores de deficiência visual e para que pacientes gravemente incapacitados ou com síndrome de bloqueio possam responder a estímulos, assim como em casos de déficit motor provocado por esclerose lateral amiotrófica, acidente vascular cerebral, amputação traumática, lesão medular ou esclerose lateral amiotrófica.
A participação de um brasileiro
Segundo os pesquisadores da Universidade de Washington, Eduardo Miranda, um brasileiro, contribuiu muito a criação do encefalograma. Explicaram que há alguns anos, Eduardo usou a mudança dos padrões de ritmos de frequência alfa e beta no EEG (Eletroencefalografia) para mostrar como alternar diferentes estilos musicais e recentemente, utilizou uma análise estatística de emoções subjetivas e EEG para criar um sensor para permitir que mesmo subconscientemente uma pessoa selecione músicas associadas a sentimentos positivos.
Tudo indica que no futuro todos poderemos criar músicas mesmo sem saber tocar instrumentos musicais, gostou da ideia? Conta pra gente 🙂
