Experimento Sniper – Acerte o Alvo
Em tempos de jogos cada vez mais realistas, quanto mais a física do mundo virtual se parecer com a física do mundo real, mais desafiadora e autêntica é a experiência.
Na série de jogos Battlefield, por exemplo, o jogador pode assumir papeis como engenheiro, suporte, ou até franco atirador. Questões como queda de projéteis e tempo de viagem, devem ser levados em consideração pelo jogador.

Imagem do jogo Battlefield 3
Porém no mundo real, para ser um sniper é bem mais complexo, que no mundo virtual. É preciso ter total controle sobre a respiração, baixar o batimento cardíaco ao mínimo possível, saber precisamente a distância e o ângulo de disparo até o alvo. É necessário saber a temperatura, a velocidade e a direção do vento. Qualquer erro, pode ser desastroso, qualquer distração pode ser fatal. Os atiradores de elite, são pessoas altamente treinadas, que acompanham com atenção e sincronia, todo o desenrolar de uma trama em que haja reféns.
Para se tornar um sniper aqui no Brasil, é necessário ser um policial experiente, ter uma mira acima da média, ser equilibrado psicologicamente, não ter vícios, estar apto a fazer cálculos físicos de maneira rápida e precisa e mais importante, muito treino. O trabalho geralmente é feito em dupla, onde um dos combatentes é o atirador e o outro é o observador, que também é atirador de elite e revela todas as variáveis da situação. O recorde quanto a distância de um tiro de Sniper bem sucedido é de um soldado das forças especiais canadenses. O projétil foi disparado a uma distância de 3,5 Km do alvo e levou pouco menos de 10s para atingi-lo.
Quanto mais distante estiver o alvo, maior o nível de imprecisão do disparo. As duas maiores variáveis, embora não as únicas, que afetam o vôo de projétil são o vento e a gravidade. No quesito gravidade, uma questão clássica em vestibulares e exercícios de livro na parte de lançamentos é: Tendo dois objetos iguais em uma mesma altura, enquanto um é apenas deixado cair, o outro é lançado horizontalmente para frente, qual dos dois chegará primeiro ao chão?
A resposta para essa pergunta é simples, os dois chegarão ao mesmo tempo. Inclusive, esse é um ótimo experimento para ser feito em sala de aula, filmando a trajetória feita pelos objetos com as câmeras em modo slowmotion. Em se tratando de tiro de rifle, apesar do alto poder do disparo (velocidade de disparo 3500 Km/h), o projetil é arrastado para baixo pela gravidade da mesma maneira que o projétil que foi deixado cair. Dependendo da distância que um sniper está do seu alvo os franco-atiradores precisam compensar essa queda de maneira precisa. Para cada meio segundo de viagem estimada até o alvo, pode-se considerar para um tiro paralelo ao chão, uma queda aproximada de 1,20 m de altura. A direção e a velocidade do vento também tem grande interferência. Se o vento estiver soprando paralelo ao disparo, nenhum ajuste terá que ser feito. Porém, se tiver por exemplo soprando em um ângulo de 45° da direita para esquerda com uma velocidade de 5km/h, é preciso ajustar o disparo cerca de 35cm se a distância até o alvo for de 500m. A mira telescópica ajuda nesse sentido, pois o atirador é guiado pelas marcações. O franco atirador geralmente decora uma tabela de ângulos e desvios, para no momento do disparo fazer aproximações.

Mira telescópica de longo alcance.
A temperatura do ar, entre outros fatores, também afeta a trajetória do projetil, uma vez que o ar mais frio é mais denso do que o mais quente produzindo maior arrasto.
Enfim, há muitos fatores que influenciam o tiro perfeito, por isso o treinamento e um tanto de intuição são importantes nesse ramo. O mesmo acontece com flechas, dardos, passes longos em jogos de futebol e tantas outras situações no nosso cotidiano. Muitas vezes no ensino médio, e também no ensino superior, o que é feito, é eliminar a maior parte dessas influências externas em função de tornar o fenômeno mais compreensível para o aluno. Aqui na Azeheb nós temos o nosso próprio experimento Sniper. O kit “Lançador de projéteis” é extremamente completo.
Uma das possibilidades de experimento é justamente um tipo de questão que já caiu em alguns vestibulares pelo Brasil. Um alvo é largado de uma determinada altura enquanto o lançamento de um projetil é feito de forma oblíqua, como mostrado no vídeo abaixo.
Nesse experimento, que dá para ser explorado por várias ópticas diferentes, é utilizado uma mira a laser, um lançador de projéteis com três velocidades, bolinhas de aço, sensores fotoelétricos e muito mais. É possível perceber com facilidade questões como trajetória, composição de movimentos, interferência do ângulo de lançamento, tempo de queda e muito mais.
Os kits da Azeheb, além das várias sugestões práticas incluídas no manual, abrem possibilidades de exploração do material bastante modernas e cotidianas. A criatividade é o único limite. Acesse: www.azeheb.com.br

