Memória química usa cores para armazenar dados
Recentemente, foi descoberta uma maneira de armazenar dados digitais utilizando a metade do espaço que os sistemas atuais exigem, podendo guardar até 7 bits usando cores. Veja neste post, o que é memória química, como ela foi desenvolvida e o que ela pode proporcionar para a tecnologia e facilidades do nosso dia a dia.
Memória química poderá guardar até 7 bits usando cores
Atualmente, usando corantes é possível armazenar dados opticamente em um código quaternário: 0, 1, 2 e 3. Com essa descoberta, ao invés de números, o sistema de armazenamento químico usa a ausência de cor e três cores produzidas como símbolos que representam a informação.
Segundo a professora da Universidade Case Western Reserve dos EUA, Emily Pentzer, ao invés de se usar a engenharia para lidar com armazenamento de dados, estão utilizando a química, que são atividades complementares para gerar a chamada memória química.
Mas afinal, o que é Bit?
Bit é a sigla para Binary Digit, ou dígito binário em português. É a menor unidade de informação que pode ser armazenada ou transmitida. Um bit tem um único valor, 0 ou 1, corte ou passagem de energia, ou neste contexto quaisquer dois valores mutuamente exclusivos. Os computadores têm instruções e comandos que podem testar e manipular bits, mas geralmente são idealizados para armazenar instruções em múltiplos bits, chamados de bytes.

Como foi criada a memória química
Para construir a memória química, a equipe carregou uma pequena quantidade das duas moléculas de corante em uma folha flexível de PMMA, ou poli (metacrilato de metila), um polímero incolor na luz e temperaturas ambientes.
O primeiro corante, o oligo, fluresce verde quando exposto ao calor. Ao ser exposto a luz violeta, o segundo corante, conhecido como éster o-nitrobenzílico do ácido benzoico, fluoresce azul profundo. Aos estarem expostos ao calor e à luz UV, eles fluorescem como ciano.

Próximas etapas da ciência
A próxima etapa é investigar o uso de lasers especializados para diminuir o tamanho e o distanciamento dos bits químicos, isso permitirá aumentar a densidade de dados.
Nessa fase de testes, então investigando se um terceiro corante pode ser adicionado para responder a diferentes estímulos. Se tudo der certo, será possível armazenar dados usando código de até sete símbolos.
Por enquanto, estas são as novidades sobre a memória química. Mas se você quiser saber mais, não deixe de acompanhar o nosso blog que tem post novo toda semana.
