Projeto levará experimento brasileiro à Estação Espacial
Um projeto nomeado Garatéa-ISS levará para a estação espacial internacional (ISS) um experimento de estudantes brasileiros, para ser realizado por um astronauta. O projeto fará parte da 12º edição do programa de experimentos espaciais para estudantes (SSEP), uma ação do governo americano em conjunto a NASA.
Essa é a segunda vez que o Brasil enviará um experimento científico para a estação espacial. A primeira vez foi em 2006 quando a missão Centenário levou à ISS o primeiro astronauta brasileiro, Marcos pontes.
A iniciativa é da missão Garátera, a mesma associação espacial que está planejando a primeira missão lunar brasileira, com lançamento marcado para 2021.
Garatéa- ISS enviará projeto brasileiro à estação espacial
O projeto Garatéa-ISS fará parte do Student Spaceflight Experiments Program (SSEP), o projeto tem 12 anos e dessa vez, a oportunidade surgiu devido ao esforço da Câmara de Comercio Brasil-Flórida (BFCC) que reconheceu a vocação educacional da Missão Garatéa e propôs uma parceria.
O experimento brasileiro voará para a ISS no primeiro semestre de 2018 e será conduzido por um astronauta americano por alguns meses.
Jefferson Michaelis, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Flórida diz que para o Brasil, essa oportunidade abrirá portas pois é uma chance de reviver a aliança com a ISS e ao mesmo tempo dá possibilidade a jovens brasileiros e a educadores a chance de inserção na área de espaço e uma oportunidade gigantesca de mostrar para os EUA o lado talentoso, inovador e criativo do Brasil, criando assim novas oportunidades entre as duas nações.
Projeto estudantil
O SSEP está em sua 12º edição e engaja a comunidade estudantil em experimentos educacionais realizados no espaço, mas nunca recebeu experimentos de jovens de fora da América do Norte. Mais de 450 crianças do 7º ano (13 anos) de escolas públicas e privadas do Brasil participarão do projeto.
Segundo Lucas Fonseca, diretor da iniciativa Brasil, esse primeiro ano é como um piloto, para o ano que vem, planeja-se uma parceria com a Olimpíada Brasileira de Astronomia e a meta é expandir o programa para atingir um milhão de crianças, mas para isso, é necessário provar eficiência nesse primeiro momento.
O projeto não tem financiamento público e está buscando apoio da iniciativa privada para sua realização. Toda arrecadação financeira será feita através da Fundação de Apoio a Física e Química (FAFQ), possibilitando total transparência na gestão desses recursos.
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