Rick and Morty e a precisão científica

iw_inundaweb
por iw_inundaweb 06 out

Rick and Morty precisão científica

A animação Rick and Morty narra as aventuras de Rick, um cientista maluco que inventa uma arma de portais interdimensional e leva o seu neto Morty para aventuras em planetas distantes e inúmeras outras dimensões, mas se engana quem pensa que apenas essa descrição faz jus ao desenho, Rick and Morty é muito mais do que isso.

Por trás das piadas, monstros extraterrestres e paródias à cultura popular, a animação explora muitos clássicos da ficção científica, como viagens espaciais mais rápidas do que a luz, exploração de realidades alternativas e a construção de um parque de diversões dentro de um corpo humano. A liberdade criativa permitiu que os roteiristas fizessem uma série de simplificações, dando outros significados a questões reais da ciência. Confira alguns momentos onde Rick and Morty foi precisamente cientifico!

Rick and Morty e a precisão científica

O princípio da incerteza de Heisenberg

Você já ouviu falar na teoria do princípio da incerteza de Heisenberg? A ideia famosa – mas incompreendida – da física nos diz que há uma confusão na natureza, afirmando que você nunca pode saber a posição exata e a velocidade exata de um objeto.

A estreia da segunda temporada de Rick e Morty , “A Rickle In Time” explora essa teoria, num episódio onde Rick, Morty e Summer são removidos do tempo e dividem a realidade em várias partes. Ao tentar medir o seu lugar exato e velocidade no espaço e no tempo causam uma fratura temporal e ficam presos num limbo espaço-temporal onde eles existem e não existem ao mesmo tempo. Rick explica que para que eles voltem a condição de existência, não podem ter nenhuma incerteza. Acontece que, Morty e Summer tem várias incertezas e as duas realidades não conseguem sincronizar para se tornar uma. Durante o episódio, a situação só piora, chegando ao ponto de existirem mais de 50 quadros na tela representando mais de 50 realidades diferentes e mais de 50 Ricks, Summers e Mortys! Vale a pena assistir:

Multiversos

O conceito de universos paralelos não é nada novo e, na verdade, existe desde os anos 50. A Teoria dos multiversos sugere que cada vez que um novo evento ocorre, múltiplos universos são criados para refletir todos os possíveis resultados.

Outra teoria conhecida como hipótese de simulação ficou famosa com o filósofo britânico Nick Bostrom. A ideia considera a chance da realidade que enxergamos não ser a única possível. Na verdade, tudo o que vemos e vivemos pode estar sendo simulado por alguma máquina em algum canto do universo, operada por seres superinteligentes.

Isso aparece repetidas vezes em Rick and Morty, sempre acompanhado de sua arma de portais, Rick é capaz de abrir passagens para qualquer realidade que você possa imaginar. Como uma dimensão em que o homem evoluiu do milho, ou outra em que nos tornamos telefones, ou então poltronas, ou mesmo pizzas que se alimentam de pessoas e em outro episódio Rick revela ter um miniverso dentro da bateria de seu carro, onde os seres que o habitam geram energia para a sua nave!

Matéria escura concentrada

A nave de Rick é movida por um elemento chamado ‘’matéria escura concentrada’’, que é capaz de vencer a barreira espaço-tempo sempre que preciso. Em um dos episódios, extraterrestres tentam roubar de Rick a fórmula desse elemento, que somente ele tem conhecimento.

Em 2009, cientistas descobriram que os motores da matéria escura podem realmente ser a chave para desbloquear viagens espaciais de longa distância no futuro. Infelizmente, é apenas uma teoria neste ponto, mas quem sabe no futuro?

Combustão espontânea

Rick and Morty é muito fantasioso, é claro, mas alguns dos fatos estranhos que aparecem no desenho tem forte ligação com a realidade. Em um dos episódios onde avô e neto assistem a canais de TV alienígenas, surge um comercial de um homem com formigas nos olhos, que ao final da propaganda, sem explicação nenhuma, começa a pegar fogo.

A Combustão espontânea é real e foi registrada pela primeira vez 1641, esse raro acontecimento leva uma pessoa por consequência de um calor gerado por mecanismos internos a queimar até virar cinzas, sem causa externa aparente para a ignição.

Plutão não é mais um planeta

Em um dos episódios o personagem Jerry, o pai de Morty, enquanto ajuda o filho a fazer um trabalho de ciências bate os pés e alega que plutão é sim um planeta, indo contra tudo e todos. Ao decorrer das ocorrências do episódio, acaba admitindo que estava errado e concordando com o fato: Plutão não é mais um planeta.

Descoberto há 80 anos, Plutão deixou de ser chamado de planeta em 2006 devido a atualizações de conceitos científicos. Por levar mais de 200 anos para dar uma volta completa em torno do Sol e cruzar sua órbita com a de Netuno, foi decidido que o ex-planeta por ser pequeno demais se encaixava melhor na gaveta dos “objetos transnetunianos” ou então, dos planetas-anões.

E aí, já assistiu Rick and Morty? É ou não é a animação ideal para os amantes da ciência? Conta pra gente!

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